A história da internacionalização do dólar começa com a fundação do Federal Reserve (Fed) em 1913, num contexto em que a moeda americana era considerada local e pouco relevante no cenário internacional, comparada a moedas como a libra esterlina. O dólar era visto como uma “moeda de caipiras”, limitada a transações internas e sem grande prestígio global. Essa situação começou a mudar com a criação do Fed, que surgiu com o objetivo de estabilizar a economia dos EUA e centralizar a política monetária, respondendo à instabilidade financeira que caracterizou o país nas décadas anteriores.
O Fed forneceu ao governo dos EUA uma estrutura para controlar a oferta de moeda e regular as taxas de juros, o que deu ao dólar uma base mais confiável. Essa fundação foi crucial, mas a expansão global do dólar foi realmente impulsionada pela Primeira Guerra Mundial e, mais tarde, pela Segunda Guerra Mundial. Durante a Primeira Guerra, os EUA se tornaram o principal financiador das potências europeias, acumulando reservas de ouro e promovendo empréstimos em dólares, o que aumentou sua presença internacional.
O marco definitivo para a internacionalização do dólar, porém, veio com o Acordo de Bretton Woods em 1944, onde o dólar foi escolhido como a principal moeda de reserva mundial, ancorado ao ouro. Esse sistema permitiu que o dólar fosse trocado diretamente por ouro e, como resultado, o tornou central para o comércio e finanças globais. Assim, os EUA garantiram uma posição econômica privilegiada, com o dólar se transformando na principal moeda para reservas e transações internacionais, marcando o início da era do “dólar internacional” que conhecemos hoje .
A partir de então, o Fed teve um papel fundamental, utilizando políticas monetárias para sustentar a posição global do dólar, uma estratégia que foi consolidada especialmente após o fim do sistema de Bretton Woods em 1971, quando o dólar foi desvinculado do ouro.


O dólar se mantém à força da bala, atômica, do porta-avionismo..