Dolar se valoriza no mundo

Ontem os mercados enfrentaram mais um dia de ressaca, não apenas no Brasil, mas globalmente. A Bovespa seguiu as quedas de Nova Iorque. Simultaneamente, o dólar se fortaleceu, atingindo seu maior nível do ano na cesta DXY. A treasury de 10 anos foi a 4,10% e hoje pela manhã, houve uma pequena recuperação, retornando para 4,08%. Isso provocou no Brasil um aumento nos juros longos, valorização do dólar, desvalorização do real e declínio nas bolsas. Houve uma reversão do movimento observado na virada do ano quando a treasury chegou a cair abaixo de 3,90%  e agora, na máxima do ano novamente, voltou para 4,10%. Essa dinâmica explica os eventos nos mercados globais e emergentes. Diretores do Fed também contribuíram para essa mudança de cenário com discursos mais firmes, indicando possíveis cortes de juros não necessariamente em março, mas em datas posteriores, talvez com valores diferentes dos previamente esperados. Christine Lagarde, do BCE, também adotou uma postura dura, contribuindo para alterar as expectativas de cortes já embutidas na curva de juros americana. Além disso, dados econômicos mais positivos, como o varejo acima do esperado e a produção industrial e manufatureira também em alta influenciaram esse movimento nos mercados. A probabilidade de corte de juros em março hoje é de 50%, sendo maio a previsão mais provável. Há agora uma espera por dados adicionais, incluindo a inflação medida pelo PCE e informações de mercado de trabalho de janeiro, para maior clareza sobre o momento do corte de juros nos EUA. No Brasil, além desses fatores, há também a discussão fiscal, com o ministro Haddad buscando equacionar a questão das desonerações, que pode resultar em um rombo de 30 bilhões de reais.

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