Dolár toca R$5,05, juros nos EUA em máximas

Ontem foi um dia desafiador para os ativos brasileiros. O dólar atingiu a marca de R$5.05, o dólar futuro alcançou R$5.07 e o IBOVESPA registrou uma queda para menos de 128 mil pontos, enquanto os juros longos atingiram 11%. A principal causa desse cenário foi a trajetória dos títulos do tesouro americano de dez anos, que atingiram sua máxima do ano, ultrapassando os 4.30%. Isso nos remete ao período de tensão vivido em outubro e novembro, quando esses títulos chegaram a alcançar 5%. Embora ainda estejamos abaixo desse patamar, os 4.30% representam uma significativa elevação em relação aos 3.80% registrados no início do ano. O mercado começa a considerar a possibilidade postergação de cortes nas taxas de juros nos Estados Unidos, possivelmente em julho e não em junho, após a divulgação de dados sobre a atividade manufatureira americana, que superaram as expectativas, indicando uma expansão econômica e aumento nos preços. Além disso, há o vencimento, em 14 e 15 de abril, de NTNs (Notas do Tesouro Nacional) indexadas ao câmbio, no valor de 3.7 bilhões de dólares, um evento importante que gera pressão de demanda para aqueles que buscam substituir esses títulos. Em resposta a esse cenário, o Banco Central anunciou um leilão extraordinário de Swaps, equivalente a uma venda futura de um bilhão de dólares, como medida para suavizar essa volatilidade. Embora não seja possível atribuir toda a culpa pelo salto do câmbio para R$5.05 exclusivamente a essas NTNs indexadas ao câmbio, elas desempenharam um papel significativo nesse movimento.

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