O principal destaque da manhã foi o anúncio do FMI, que reduziu a projeção de crescimento do PIB do Brasil para 2025, passando de 2,5% para 2,0%. Essa nova estimativa está em linha com a projeção atualizada do Relatório Focus, divulgado também nesta manhã, que aponta crescimento de 2,0% em 2025 e uma leve melhora na expectativa de inflação para este ano.
Segundo o Focus, a projeção para o IPCA de 2025 caiu de 5,60% para 5,57%, enquanto a expectativa para 2026 se manteve em 4,50%. Ainda assim, os dois números continuam bem acima da meta de inflação, que é de 3,0% ao ano. O mercado, por sua vez, aumentou a projeção de crescimento do PIB em 2025 de 1,6% para 1,7%.
Em relação à taxa Selic, a expectativa é de que encerre 2024 em 10,5% e caia para 12,5% em 2025, segundo o relatório Focus.
Na sexta-feira (25/4) teremos a divulgação do IPCA-15, referente à primeira quinzena de abril, um dos dados mais relevantes da semana para o Brasil. A expectativa é de que a inflação venha menor do que a registrada em março, que foi de 0,56%.
No cenário internacional, o foco segue nos Estados Unidos, especialmente nas declarações recentes de Donald Trump, que tem intensificado críticas ao presidente do Fed, Jerome Powell. Apesar do feriado no Brasil ontem, as bolsas americanas caíram em meio ao aumento das incertezas. O dólar se desvalorizou frente a moedas fortes, como o euro, que chegou a 1,15 frente ao dólar, e o iene japonês. O ouro também teve forte valorização no ano, refletindo uma crescente perda de confiança no dólar.
Além das críticas ao Fed, Trump anunciou novas tarifas contra painéis solares asiáticos, ampliando a tensão comercial com a China. Há ainda especulação sobre quem substituirá Powell, cujo mandato termina em 2026. Um dos cotados é Kevin Warsh, conhecido por sua postura mais hawkish (linha dura na política monetária). Inclusive, Warsh participou de seminários recentes com economistas renomados e ex-diretores do Fed, onde reafirmou seu viés de política mais restritiva.
Por aqui, o mercado brasileiro tenta se recuperar da queda de ontem. O real se valoriza frente ao dólar, e o dia começa mais calmo, mas ainda com um pano de fundo marcado por incertezas tanto externas quanto internas.


