Fibra de carbono: uma tecnologia que falta ao Brasil

*escrito por Bruno Dias

A fibra de carbono, devido às suas excelentes propriedades mecânicas  e à sua baixa densidade em comparação com o aço e o alumínio, oferece a oportunidade de desenvolver projetos mais leves. Essa característica não apenas reduz as emissões quando aplicada em motores a combustão, mas também proporciona uma maior resistência estrutural e um design mais inovador. Infelizmente, o Brasil não figura entre os principais produtores de fibra de carbono, o que compromete a competitividade em setores cruciais como aeronáutico, aeroespacial, defesa, automotivo e de bicicletas. O elevado custo de importação desse material contribui para essa situação, resultando na perda de empresas de tecnologia que poderiam atrair mão de obra especializada e engenharia de ponta. Essa tendência tem um impacto direto na criação de empregos de qualidade e na geração de renda, elementos fundamentais para fortalecer a economia. A dependência de importações também prejudica a competitividade tecnológica do Brasil em relação aos países desenvolvidos. Essa lacuna tecnológica e econômica ajuda a nos mante em um estágio de atraso, limitando-nos predominantemente às atividades econômicas extrativas e agrícolas. É crucial superar essa dependência, investindo em pesquisa, desenvolvimento e produção local de fibra de carbono, a fim de promover o avanço tecnológico e o crescimento econômico sustentável.

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