Getúlio Vargas, o pai da indústria no Brasil

*escrito com Fausto Oliveira

Fala-se muito de Getúlio pelas razões erradas. O que seria do país se lá nos anos 40 não tivéssemos formado nosso complexo siderúrgico com a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN)?

 

O mesmo vale para o complexo cimenteiro, que ganhou expressão na Era Vargas e tornou o país autossuficiente neste insumo básico, possibilitando a urbanização e o desenvolvimento de infraestruturas.

Também não se fala da indústria cerâmica, outra sem a qual a construção das cidades brasileiras tal como são hoje não teria sido possível.

 

Uma base fundamental de todo esse esforço de montar um país moderno foi a Companhia Vale do Rio Doce, que em suas primeiras décadas de trabalho jamais registrou acidentes como os de Brumadinho e Mariana. Fundada na Era Vargas.

 

A Companhia Nacional de Álcalis, base de uma indústria química que veio a quase se tornar capaz de produzir química fina, é de 1943, Era Vargas.

Mas aquela que para mim é o maior feito (mais do que a Petrobras) é a Fábrica Nacional de Motores, a FENEMÊ, projeto que poderia nos ter levado a ser um país decente nos dias de hoje.

 

Sabotada como foi a empresa de Torquato Di Tella na Argentina, a FENEMÊ chegou a produzir veículos e motores próprios. Mas Dutra começou a esvaziar o projeto, que acabou morrendo na mão da Fiat, lá pelo fim dos anos 60.

E, claro, a criação de uma empresa pública de energia que visava garantir autonomia de longo prazo para toda a economia do país, a Petrobras. Viva Getúlio Vargas!

https://paulogala.com.br/produzir-aco-na-coreia-do-sul-uma-ideia-estapafurdia-que-deu-certo/

https://youtu.be/ZOmaWbEJnpE

6 thoughts on “Getúlio Vargas, o pai da indústria no Brasil”

  1. Pena que tudo na mão do governo virá pó.
    Dê um deserto para o poder público administrar e em 10 anos faltará areia.

  2. Vargas foi, de fato, o grande estadista brasileiro. Implantou estrutura necessário (aço, energia, química, recursos financeiros – BNDE – para viabilizar a indústria nacional.

  3. É impossível — simplesmente impossível — compreender Getúlio Vargas sem mergulhar no contexto histórico que moldou sua trajetória. Getúlio não foi apenas um presidente; foi o maior estadista da história brasileira. Após ele, apenas Juscelino Kubitschek ousou sonhar em grande escala. Em seguida, nomes como Leonel Brizola e Darcy Ribeiro mantiveram viva a chama de um projeto nacional profundo, popular e soberano. Hoje, o que vemos são sombras do que poderíamos ser. Falta coragem, falta visão, falta país. O Brasil precisa, mais do que nunca, de grandeza.

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