O IBC-Br, indicador mensal calculado pelo Banco Central e considerado uma prévia do PIB, registrou expansão de 0,10% em novembro de 2024, em comparação com outubro. Embora positivo, o resultado reflete um ritmo de crescimento bem mais modesto do que nos meses anteriores. O IBGE divulgará os dados oficiais do PIB do quarto trimestre apenas em março de 2025.
- Contraste com Outros Indicadores:
- A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada ontem, apontou uma queda significativa no setor em novembro.
- Dados do comércio e da indústria também indicaram sinais de desaceleração na atividade econômica.
- Apesar do resultado positivo do IBC-Br, há evidências de que a economia brasileira está perdendo fôlego na margem, sugerindo que o quarto trimestre pode ser o mais fraco de 2024.
Cenário Internacional: Inflação nos EUA
Nos Estados Unidos, os últimos dados de inflação mostraram sinais de alívio:
- O CPI (índice de preços ao consumidor) ficou abaixo das expectativas.
- O PPI (índice de preços ao produtor), divulgado na terça-feira, também surpreendeu positivamente.
Essas notícias criaram otimismo nos mercados:
- Taxas de juros dos Treasuries (DXY) recuaram, beneficiando moedas de mercados emergentes, incluindo o real.
- A moeda brasileira valorizou-se, aproximando-se de R$ 6,00 por dólar.
Impacto no Mercado Brasileiro
- Renda Fixa: As taxas de juros longas caíram significativamente, com redução de 20 pontos-base na ponta longa. A maior parte dos títulos longos agora está abaixo de 15% ao ano.
- Bolsa de Valores: O índice Bovespa subiu quase 3% ontem, registrando uma das melhores performances recentes. Foi um dia de recuperação para ativos brasileiros, impulsionado pelo alívio nos mercados globais.
Perspectivas para Juros e Câmbio
- Nos EUA, a probabilidade de cortes na taxa de juros ainda no primeiro semestre de 2025 aumentou, o que pode beneficiar ainda mais os mercados financeiros globais.
- No Brasil, o câmbio acima de R$ 6,00 e os juros longos acima de 15% parecem exagerados, considerando os fundamentos econômicos:
- Se o cenário externo e interno se estabilizar, é possível que o dólar volte para abaixo de R$ 6,00 e os juros longos recuem.


