Indústria brasileira tem nova queda em janeiro

Ontem as bolsas americanas passaram por um dia de correção, registrando quedas acentuadas, inclusive com recuos superiores a um por cento nas ações da Nasdaq, SP e Dow. Isso ocorreu após seis semanas consecutivas de altas, atingindo máximas históricas em todas essas bolsas. Essa correção era esperada, e o mercado está em compasso de espera, principalmente devido a dois fatores. Primeiramente, há a expectativa em torno do discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, que falará hoje. Esse é o último grande pronunciamento antes da próxima reunião do Federal Reserve. Em segundo lugar, dados cruciais sobre o mercado de trabalho serão divulgados hoje, incluindo o relatório ADP, que antecipa a criação de vagas para o mês de fevereiro, e um relatório detalhado sobre as vagas abertas em relação ao número de desempregados. Além disso, o Livro Bege, que fornece um panorama macroeconômico da economia americana, também será divulgado. Na sexta-feira, teremos o dado mais importante sobre o mercado de trabalho, o Payroll. Com todos esses eventos, o mercado está em espera, aguardando para reagir com base nos dados e no discurso de Powell. Na China, houve notícias positivas do Banco Central Chinês, indicando a possibilidade de cortes de juros, pois há espaço para redução. No entanto, o preço do minério de ferro continua caindo, afetando negativamente a Vale. Ontem, a Bolsa de Valores do Brasil, a Bovespa, teve um dia ruim, com queda no preço do petróleo e do minério de ferro. Mesmo com as notícias positivas da China, a Bovespa teve dificuldades em se manter positiva. A Arábia Saudita elevou os preços do petróleo para compradores da Ásia, mas mesmo assim, o petróleo está sofrendo. No Brasil, o destaque da manhã foi a produção industrial, que apresentou uma queda significativa de 1,6% de janeiro em relação a dezembro. Isso evidencia que o setor industrial brasileiro continua enfrentando desafios, com várias indústrias sofrendo. O dado de janeiro confirma a dificuldade do setor industrial brasileiro em se recuperar. Esses indicadores mostram que o Banco Central pode ter motivos para continuar cortando as taxas de juros.

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