Inflação mais baixa no Brasil e nos EUA

A grande notícia do mês de janeiro foi o crescimento do PIB dos Estados Unidos de 3,3% no quarto trimestre, superando as expectativas de 2% com inflação medida pelo deflator implícito indicando núcleo próximo de 2%. É uma excelente notícia para a economia americana, com um crescimento anual de 3%, alinhado com a meta de inflação de 2%. A zona do euro divulgou crescimento do PIB em 0% no quarto trimestre de 2023, evitando uma recessão. A Alemanha, com uma revisão positiva do PIB do terceiro trimestre, também escapou da recessão. Apesar de não enfrentar uma crise como a ocorrida em 2011-2013, a Europa está estagnada, aumentando a probabilidade de cortes de juros no verão europeu. Se comparada à economia americana, a diferença é evidente, com os Estados Unidos crescendo de forma robusta enquanto a Europa permanece estagnada. Os mercados reagiram positivamente ao crescimento dos EUA. A inflação medida pelo deflator implícito do PIB também veio melhor do que o esperado, impulsionando a alta dos mercados. O PCE, indicador de inflação da cesta média de consumo dos Estados Unidos, para dezembro foi de 0,2%, conforme esperado. O núcleo do indicador que exclui maiores altas e baixas também registrou 0,2%, em linha com as previsões. No acumulado de doze meses, o índice cheio ficou em 2,6%, enquanto o núcleo apresentou um leve recuo em relação às expectativas de 3%, ficando em 2,9%. Todas as bolsas americanas atingiram máximas históricas em janeiro, também impulsionadas pelo rali do setor de tecnologia, com boas notícias do setor de chips, semicondutores e inteligência artificial. A bolsa japonesa também atingiu máxima histórica a 36.546 bem como a bolsa europeia Euro Stoxx em pontos 4.662.

No Brasil a inflação medida pelo IPCA-15 de janeiro apresentou uma alta de 0,31%, abaixo das expectativas que eram de 0,47%. Em 12 meses, o IPCA acumula 4,47%, enquanto a expectativa era de 4,53%. O setor de serviços teve uma queda de 0,11%, destacando-se a redução nas passagens aéreas e nos combustíveis devido à diminuição de preços pela Petrobras. No cenário nacional, a expectativa é de mais cortes de 0,5% na taxa Selic nas próximas reuniões, possivelmente trazendo-a para 9% até o final desse ano. O real tem se valorizado nos últimos dias, recuperando parte das perdas iniciais da semana. Vale destacar também o resultado fiscal brasileiro divulgado em janeiro com déficit primário de R$230 bilhões no ano passado, sendo influenciado por precatórios que totalizaram cerca de R$90 bilhões. O déficit primário desconsiderando precatórios, atingiu 1,3% do PIB, parcialmente causado pela PEC de transição. Destaque para o Bolsa Família, que ultrapassou R$150 bilhões anuais. A grande expectativa no mundo permanece em relação ao momento do corte de juros nos Estados Unidos. O mercado coloca hoje uma probabilidade de 50% de cortes em março e 50% de cortes em maio. O rali nas bolsas mundiais pode impactar positivamente o Brasil, mas as decisões dos bancos centrais, os indicadores de atividade e a evolução dos mercados internacionais continuarão sendo fatores determinantes.

 

Ideias chave:

1)EUA com Crescimento Robusto: PIB dos Estados Unidos cresceu 3,3% no quarto trimestre, superando expectativas de 2%.

2)Inflação nos EUA Melhor do que Esperado: inflação medida PCE para dezembro registrou 0,2%, em linha com previsões. Índice cheio acumulado de 12 meses em 2,6%, núcleo ligeiramente abaixo das expectativas, ficando em 2,9%.

3)Recordes nas Bolsas Mundiais: todas as bolsas americanas atingiram máximas históricas em janeiro. Destaque para o rali do setor de tecnologia, com boas notícias em chips, semicondutores e inteligência artificial.

4)IPCA-15 de janeiro no Brasil apresentou alta de 0,31%, abaixo das expectativas. Expectativa de mais cortes de 0,5% na taxa Selic nas próximas reuniões, possivelmente chegando a 9% até o final do ano.

5) Expectativa no mercado quanto ao momento do corte de juros nos Estados Unidos. Probabilidade de 50% de cortes em março e 50% em maio.

Deixe uma resposta