Inflação mais baixa nos EUA e Brasil

Mais um dia de recuperação para a Bovespa, que registrou um aumento de 0,28%, alcançando 128 mil pontos. O volume negociado ainda se manteve abaixo de 20 bilhões de reais. O dólar caiu para R$4,92. Os juros futuros também apresentaram queda no Brasil. A grande notícia de ontem foi o PIB dos Estados Unidos que cresceu 3,3%, superando as expectativas de 2%. Além disso, trouxe uma boa notícia sobre a inflação, com o deflator implícito americano indicando uma inflação no núcleo de 2%. É uma excelente notícia para a economia americana, com um crescimento anual de 3%, alinhado com a meta de inflação de 2%. Os mercados reagiram positivamente, mesmo diante da surpreendente robustez da economia americana, a inflação ficou melhor do que o esperado, impulsionando o aumento nas bolsas. O IPCA-15 divulgado hoje apresentou uma alta de 0,31%, abaixo das expectativas que eram de 0,47% e inclusive abaixo do piso esperado. Em 12 meses, o IPCA acumula 4,47%, enquanto a expectativa era de 4,53%. O setor de serviços teve uma queda de 0,11%, destacando-se a redução nas passagens aéreas e nos combustíveis devido à diminuição de preços pela Petrobras. O PCE, indicador de inflação da cesta de consumo dos Estados Unidos, divulgado hoje foi de 0,2%, conforme esperado. O núcleo também registrou 0,2%, em linha com as previsões. No acumulado de doze meses, o índice ficou em 2,6%, conforme o esperado, enquanto o núcleo apresentou um leve recuo em relação às expectativas de 3%, ficando em 2,9%. As bolsas já apontam para uma possível alta, sugerindo a possibilidade de alcançar novas máximas históricas, impulsionadas por esse cenário de inflação controlada, que já havia sido indicado ontem com a divulgação do PIB e do deflator implícito. No cenário nacional, a expectativa é de mais cortes na taxa Selic nas próximas reuniões, possivelmente trazendo-a para 10% até a metade do ano. O real tem se valorizado nos últimos dias, recuperando parte das perdas iniciais da semana.

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