IPCA-15 em linha com o esperado

o índice Bovespa se descolou dos mercados internacionais ontem, registrando um incremento de 0,17%, alcançando 125.700 pontos. No acumulado do mês, a alta foi de 11%, tornando este o melhor desempenho desde janeiro deste ano. No ano, a valorização atingiu expressivos 14,5%. A redução das taxas de juros americanas, tanto as curtas quanto as longas, contribuíram para esse cenário, com a taxa de 10 anos recuando para 4,40%, após ter atingido 5% nos últimos meses. O câmbio permaneceu estável em torno de 4,89 reais. Este mês tem se destacado como o período mais desafiador para o dólar em escala global em 2023, com o índice DXY perdendo valor, reflexo da queda nas taxas de juros de longo prazo nos Estados Unidos. Além desses movimentos, observamos nos últimos dias uma apreciação do real, favorecida pelo contexto internacional. No cenário doméstico destaca-se o índice IPCA-15 de novembro, que apresentou uma leve aceleração, atingindo 0,33%, ligeiramente acima das expectativas. A difusão de preços aumentou de 47% para 54%, e a média dos núcleos subiu de 0,23% para 0,27%. Embora tenha havido uma leve alta nos serviços, as mudanças não parecem indicar uma alteração significativa na trajetória da inflação brasileira. No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 está em 4,84%, refletindo uma consistente queda. As projeções do Focus apontam para 4,53% no final do ano. Olhando para os Estados Unidos, a agenda econômica promete movimentação significativa nos próximos dias, com eventos como o Livro Bege, a segunda leitura do PIB e o indicador de inflação PCE. Esses dados deverão influenciar os mercados ao longo da semana, complementando a importante análise do cenário brasileiro, que incluiu o destaque do IPCA-15 e a expectativa para a divulgação do CAGED.

Deixe uma resposta