IPCA fecha 2023 em 4,62%

Hoje é um grande dia de divulgação de indicadores econômicos nos Estados Unidos, com destaque para o Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) por lá. Por aqui, o IPCA também foi divulgado surpreendendo ao fechar dezembro em 0,56%, um pouco acima das expectativas.
O mercado esperava algo em torno de 0,50%, considerando que em novembro a medida havia sido de 0,28%. No acumulado do ano, o IPCA ficou em 4,62%, abaixo do teto da meta, que é de 4,75%. No entanto, mesmo com esse resultado aparentemente positivo, é importante destacar que o IPCA ainda demanda cautela. Ao analisarmos os indicadores do índice, observamos que a difusão aumentou de 51% para 65%, e a média dos núcleos subiu de 0,18% para 0,45%. Todos os grupos tiveram altas, indicando uma situação que exige vigilância por parte do Banco Central.
 A expectativa é que o Banco Central continue seus cortes na taxa de juros nas próximas reuniões, indo de 11,75% para 11,25% no final de janeiro e, posteriormente, para 10,75% em março. A gasolina foi uma das principais causadoras da inflação, subindo 12,09% no ano. É interessante notar que, apesar das quedas em commodities como soja, frango e gás de botijão, que contribuíram para amenizar a inflação, a gasolina se destacou como vilã. Os juros futuros, tanto os curtos quanto os longos, estão sob atenção, e o mercado aguarda os dados dos Estados Unidos, incluindo o CPI (Índice de Preços ao Consumidor) e a situação na China. A Bolsa de Valores (IBOVESPA) teve uma leve queda, mas ainda se mantém acima dos 130.000 pontos. As commodities, especialmente o petróleo e o minério de ferro, têm sofrido influências de notícias da China e problemas no setor imobiliário. O real se valorizou um pouco, influenciado pelo forte fluxo de exportações e saldo comercial positivo.

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