IPCA marca deflação de 0,08% em Junho

A Bovespa teve uma pequena correção ontem, caindo para 117.900 pontos com um volume de negociação fraco, cerca de 19 bilhões. O dólar subiu 0,3% para 4,88, e os juros subiram devido a um dia de aversão ao risco impactado pela deflação na China, com uma queda de preços  no atacado de 5,4%. Também há alguma ansiedade em relação à inflação nos Estados Unidos, o CPI, que será divulgado amanhã. Houve também fala de diretores do FED, que estão adotando um discurso mais rígido, mencionando a necessidade de aumento das taxas de juros para controlar a inflação  Na noite passada, foi anunciado um pacote imobiliário na China o que aliviou um pouco o estresse nos mercados internacionais, que estão em leve alta, tentando se recuperar da queda de ontem. O petróleo Brent caiu mais 1% ontem, chegando a US$78, ainda preocupado com as taxas de juros e a inflação no exterior. Hoje de manhã o IGPM trouxe uma queda de 1,29% na primeira prévia de julho, marcando mais um mês de deflação. No acumulado de 12 meses, o IGPM registrou uma queda de mais de 6%, a maior deflação desde os anos 1950 no Brasil. Já o IPCA, o indicador mais aguardado do dia, teve uma deflação de 0,08%, praticamente em linha com as expectativas. Em maio, o índice subiu 0,23%. No acumulado do ano, o IPCA subiu 2,87%, e em 12 meses está em 3,16%, dentro da meta de inflação. Os serviços tiveram alta de 0,62%, sendo ainda pressionados. Os bens industriais caíram 0,58%, enquanto os automóveis caíram 2,76%, influenciados pelo programa de estímulo do governo aos carros populares, que contribuiu para a queda nos preços dos veículos. Os combustíveis tiveram uma queda de 1,85%, devido aos cortes nos preços do diesel, gasolina e etanol. Outro destaque positivo foi a difusão de preços no IPCA, que caiu de 55,9% para 49,6%, o menor índice dos últimos meses. Isso indica que os preços estão mais controlados. Os núcleos de inflação também desaceleraram, o que também é uma boa notícia. Hoje, teremos o diretor do Banco Central, Diogo Guillen, falando às 16h30. O mercado estará atento ao que ele irá dizer, lembrando que a próxima reunião do Copom será no dia 2 de agosto. O mercado está dividido entre um corte de 0,25% ou de 0,50%. Acredito que o corte mais provável seja de 0,25%, já que eles devem começar de forma mais gradual e depois acelerar para cortes de 0,50%, chegando a uma taxa de 12% ao final do ano. No entanto, ainda há muitos dados a serem divulgados, então é difícil tomar uma posição definitiva. A grande expectativa da semana está nos Estados Unidos, com o CPI, que mede a inflação para o consumidor, e na quinta-feira teremos o PPI, que é o índice de preços ao produtor. Será interessante ver o impacto da deflação global nos Estados Unidos, considerando a forte correlação entre o PPI chinês e o CPI americano. O mercado aguarda ansiosamente por esses dois dados de inflação, além da divulgação do Livro Bege, que oferece uma visão atualizada da atividade econômica, inflação e mercado de trabalho nos Estados Unidos, fornecendo uma perspectiva do Banco Central americano para a economia do país.

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