Japão entra em recessão

Os mercados estão se recuperando em parte após a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) nos Estados Unidos, que apresentou uma inflação maior do que o esperado. A expectativa era de 0,2%, mas o índice chegou a 0,3%, enquanto o núcleo ficou em 0,4% em janeiro. Isso resultou em quedas significativas nas bolsas, especialmente na SP, que caiu mais de 2%. No entanto, ontem já houve algum movimento de recuperação, com altas de 0,8% a 0,9%, e hoje pela manhã também abriram em alta. A IBOVESPA acabou caindo 0,7%. A bolsa conseguiu se manter em 127 mil pontos, mesmo com o dólar subindo um pouco. Os juros futuros também tiveram um aumento como reação a esse movimento de alta nos treasuries de 10 anos, que foram a 4,30%. Durante o dia de ontem, houve um movimento de recuperação, influenciado pelos comentários da Secretária do Tesouro, J. Helen, que expressou o desejo de taxas de juros mais baixas. Isso se deve ao fato de que os Estados Unidos estão pagando um trilhão de dólares por ano em juros, considerando uma dívida de quase 30 trilhões de dólares com uma taxa de 5% ao ano. O dia acabou sendo um pouco melhor do que o esperado tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. Hoje saiu o Focus, sem grandes novidades, com a inflação esperada para este ano ainda em 3,80%. O mercado ainda não ampliou as expectativas de crescimento. O destaque fica para a Selic, com a expectativa do Focus para uma taxa de 9% no final deste ano e 8,5% no próximo. Alguns economistas acreditam que ela pode cair para 8% ou 8,5% ainda este ano. Também houve notícias de recessão no Reino Unido, com queda no PIB em dois trimestres consecutivos, indicando um ambiente internacional instável. A Europa teve quedas no PIB também. A economia americana foi a única a mostrar robustez no quarto trimestre do ano passado. Há uma discussão sobre o PIB alemão ultrapassando o japonês, devido à forte desvalorização do iene desde o início da pandemia, perdendo 50% de seu valor. Isso teve efeito inflacionário no Japão, mas quando medido em termos de poder de compra, o Japão ainda é a terceira maior economia do mundo. O PIB nominal despencou devido à desvalorização da moeda.

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