Japão sobe juros depois de 17 anos

A Petrobras também se recuperou um pouco no pregão de ontem com petroleo brent atingindo os 87 dólares por barril. Em breve, podemos esperar discussões sobre o aumento dos combustíveis no Brasil, já que o preço do petróleo atingiu sua máxima nos últimos meses, em parte devido aos ataques das refinarias russas pelos ucranianos e aos cortes na produção do Iraque, que contribuíram para essa escalada dos preços do petróleo. Outro destaque do dia foi a valorização do dólar, ultrapassando os 5 reais, enquanto os juros longos por aqui também subiram, atingindo 11%. Acredito que estejamos passando por um momento em que a trajetória dos juros nos Estados Unidos está gerando incertezas, especialmente após o recente aumento dos juros de longo prazo, o que indica uma mudança de cenário em relação às expectativas anteriores de cortes. Neste contexto, a reunião do FED amanhã será crucial, já que se espera que o banco central dê indicações sobre seus próximos passos em relação à política monetária. Além disso, esta semana é marcada por decisões de dez bancos centrais, com destaque o Banco Central do Brasil. Já tivemos a decisão do Banco do Japão, que realizou sua primeira alta de juros em 17 anos, retirando o viés de juros negativos e adotando uma política mais neutra. A reunião do FED amanhã é aguardada com grande expectativa. No Brasil, tivemos dados fortes de atividade econômica ontem, com destaque para o IBC-BR, que subiu 0,6% em janeiro, junto com outros indicadores mostrando uma economia mais aquecida, como a criação de empregos e o aumento das vendas no varejo. Tudo isso deve refletir nas decisões do Copom amanhã. Por fim, a inflação na zona do euro divulgada ontem ficou em 2,6%, em linha com as expectativas, o que pode aumentar a chance de cortes de juros na Europa no meio do ano.

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