Mais de 350 mil empregos foram criados na economia americana em janeiro

Ressaca do dado robusto divulgado na sexta-feira: mais de 350 mil empregos foram criados na economia americana em janeiro, superando as expectativas (esperava-se cento e cinquenta mil vagas). O desemprego caiu para 3,7%, e os salários também aceleraram, com um crescimento anual de quatro por cento. Este dado surpreendente impulsionou as bolsas nos EUA, refletindo uma visão de economia americana mais forte do que o imaginado. No entanto, teve o efeito oposto nas bolsas emergentes, incluindo a brasileira. O real se desvalorizou 1%, alcançando 4,96, e a bolsa brasileira recuou 1%, atingindo 127 mil pontos. Isso provocou uma mudança no mercado, que estava anteriormente otimista em relação à redução dos juros nos EUA talvez até em março. O presidente do Fed, Powell, em uma entrevista no fim de semana, reforçou a ideia de cortes de juros ao longo do ano, não em março, como anteriormente indicado. A maioria do comitê vislumbra cortes de 0,75% até o final do ano, possivelmente levando a taxa para 4,75%. No Brasil, o Copom cortou a SELIC em 0,50%, fixando-a em 11,25%, com expectativas de mais cortes. A decisão do Banco Central do Chile e da Colômbia também contribui para a tendência global de cortes de juros em 2024 pós-pandemia. O mercado aguarda a ata do Copom amanhã para obter mais detalhes sobre a última reunião. Quanto ao diferencial de juros entre Brasil e EUA, a análise histórica sugere que até 4%, não há grande preocupação com a desvalorização do real. A semana continua com a PMC, IPCA de janeiro, e destaco a inflação na China, que pode impactar globalmente. O petróleo, importante fonte inflacionária caiu na sexta-feira com a perspectiva de redução das tensões no Oriente Médio. O PMI de Brasil e Europa hoje e a ata do Copom amanhã trarão mais clareza sobre as perspectivas econômicas locais e internacionais.

Deixe uma resposta