Mercado de trabalho americano segue enfraquecendo

Estamos imersos em uma sequência de dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos, todos de extrema importância. Ontem, o destaque foi o relatório de ofertas de emprego (Job Openings and Labor Turnover Survey – JOLTS), revelando um número abaixo das expectativas. Esperava-se a abertura de nove milhões e trezentas mil vagas, mas o dado real foi de oito milhões e setecentos e trinta e três mil, marcando o menor número desde o primeiro semestre de 2021. Essa queda indica um enfraquecimento do mercado de trabalho, sendo uma métrica que o presidente do Federal Reserve, Johnny Power, monitora de perto. A relação entre vagas abertas e desempregados é um indicador chave. Atualmente, há seis milhões e quinhentas mil pessoas empregadas. Alguns meses atrás, essa relação era de dois para um, ou seja, duas vagas para cada desempregado. No entanto, esse equilíbrio mudou, indicado pelo declínio para oito milhões e setecentas mil vagas, o menor desde o início de 2021. Isso sugere uma perda de força no mercado de trabalho, evidenciada também pela queda dos rendimentos dos títulos de dez anos para cerca de quatro e dezoito, seguindo a tendência de dados mais fracos de inflação e atividade. O relatório ADP afundou tambem pra 103 mil empregos criados em novembro, bem abaixo do esperado. O mercado está particularmente sensível a esses dados de emprego, com a expectativa para o Relatório de Emprego Não Agrícola (Non-Farm Payrolls – NFP) nesta sexta-feira. Amanhã, os pedidos de seguro-desemprego serão divulgados, seguidos pelo NFP na sexta-feira, formando um rali de dados do mercado de trabalho. Em paralelo, o preço do petróleo está caindo, atingindo77 dólares. Isso alivia os temores de inflação, refletindo nas bolsas americanas que atingiram o maior patamar em quatro meses. A possível pavimentação para cortes de juros no próximo ano ganha força, enquanto o dólar global perde força. No cenário nacional, o dólar no Brasil se valoriza um pouco. Foram também divulgados dados do Índice Geral de Preços (IGP), com um aumento de zero cinquenta, um pouco abaixo da expectativa de zero cinquenta e oito. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu zero sete, indicando uma estabilização nos custos da construção civil, que compõe dez por cento do índice. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) aumentou zero vinte e sete, mantendo-se moderado. Já o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), representando por cento do índice, teve um aumento de zero meia três, refletindo elevações nos preços do atacado, especialmente de alimentos. A deflação observada no primeiro semestre parece ter cedido.

 

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