22 de setembro, o Relatório Focus do Banco Central trouxe poucas mudanças em relação à semana passada. A inflação esperada para 2025 segue em 4,83%, exatamente igual à projeção anterior. Para 2026 houve uma pequena melhora, de 4,30% para 4,29%, e para 2027 a estimativa continua em 3,90%, ainda acima da meta de 3,0%. Esse é o primeiro Focus após a chamada “super quarta”, quando o Federal Reserve reduziu os juros nos Estados Unidos de 4,50% para 4,25% e o Copom manteve a Selic em 15%. No Brasil, o mercado passou a projetar uma Selic um pouco menor para 2026, em 12,25%, contra 12,38% na semana passada e 12,50% há quatro semanas. Para 2027, a expectativa é de 10,50%, sinalizando algum espaço para queda mais adiante. As projeções de crescimento também se mantiveram estáveis, em 2,16% para este ano e 1,80% para 2026. A taxa de câmbio continua estimada em R$ 5,50 no fim de 2025 e R$ 5,60 no fim de 2026, sem grandes alterações.
O balanço geral mostra que o mercado continua vendo estabilidade no cenário macroeconômico, com uma leve melhora na trajetória de juros projetada para o ano que vem. A semana, no entanto, será bastante movimentada, com divulgação de indicadores importantes. Amanhã sai a Ata do Copom, detalhando a decisão de política monetária, e na quinta-feira o Banco Central publica o Relatório de Política Monetária, que traz um cenário mais completo para a economia. Na quinta-feira teremos também o IPCA-15, que mede a inflação entre 15 de agosto e 15 de setembro.
No cenário internacional, a primeira leitura do PIB dos Estados Unidos do terceiro trimestre sai na quinta-feira e, na sexta, o mercado acompanha o PCE, indicador de inflação preferido do Fed. Na China, o Banco Central manteve suas taxas de juros inalteradas, em linha com o esperado. No conjunto, os dados indicam um cenário de estabilidade, mas com aumento marginal nas chances de corte de juros no Brasil ao longo de 2025, o que será melhor calibrado conforme os indicadores desta semana forem divulgados.


