Mercados em modo “medroso”

A BOVESPA atingiu sua mínima em 2024, caindo para 124 mil pontos. Nossa taxa de juros nominal de juros longa atingiu sua máxima, ultrapassando os 12%. Já a taxa de juros real no Brasil está acima de 6%. O dólar alcançou para sua máxima em 2024, desde março de 2023. Na quinta alta consecutiva, subiu 1,24% ponto e fechou ontem em 5,27. Esse cenário reflete um aumento do risco não apenas no Brasil, mas globalmente. No mês de abril, o Brasil está entre as piores moedas em termos de desempenho. Essa tendência começou com o CPI, mostrando uma inflação mais forte nos Estados Unidos, seguida por dados de atividade robustos, principalmente no varejo. Isso levou a preocupações de que a economia dos EUA não desaceleraria, dificultando o alcance da meta de inflação. Os comentários dos diretores do Fed indicam preocupações com a inflação persistente nos EUA, o que levou o mercado a acreditar em um corte de juros apenas em setembro. Na Zona do Euro, o corte pode ocorrer antes, possivelmente em junho ou julho. Recentemente, houve boas notícias sobre a inflação na Zona do Euro, o que poderia levar a uma aceleração nos cortes de juros, desvalorizando ainda mais o euro em relação ao dólar. A reprecificação do momento do corte de juros nos EUA está causando impactos nos mercados emergentes, incluindo o Brasil. No entanto, espera-se que esse estresse diminua eventualmente, especialmente se houver melhores indicadores de inflação e comentários dos diretores do Fed. Apesar do cenário desafiador, houve uma alta na atividade econômica medida pelo IBC-BR em fevereiro, com um aumento de 0,4% em relação a janeiro. No bimestre, houve um forte crescimento de 2,95%, indicando uma economia brasileira mais aquecida em comparação com o mesmo período do ano anterior. Em doze meses, o IBC-BR mostra um PIB acumulado de 2,34%. O Banco Central do Brasil enfrentará desafios na próxima reunião em maio, dada a complexidade do cenário econômico atual.

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