Minério de ferro despenca 7%

Na última sexta-feira as bolsas americanas sofreram uma queda de quase 1%, em resposta aos robustos números do relatório de empregos (payroll) nos Estados Unidos. O relatório trouxe notícias positivas, como salários em ascensão mais suave e um aumento na taxa de desemprego para 3,9% em fevereiro, sinalizando um aumento na oferta de trabalho, mas a criação de vagas superando os 200 mil postos gerou preocupações sobre a trajetória das taxas de juros. No Brasil, também houve uma queda expressiva de mais de 0,9%, sendo a Petrobras o destaque com uma queda superior a 10%, resultado da redução na distribuição de dividendos. O volume de negociação na bolsa brasileira atingiu R$ 30 bilhões, sendo um terço desse montante relacionado à Petrobras, evidenciando o impacto considerável da empresa no mercado. Além dos efeitos no mercado acionário, a situação influenciou o câmbio, com valorização do dólar no Brasil, ao passo que no cenário global a moeda norte-americana não perdeu força. Os juros futuros também foram afetados por esse contexto. No setor de commodities, observou-se uma significativa queda no preço do minério de ferro hoje, a maior desde 2022, com uma redução de 7%. Os estoques nos portos chineses atingiram o nível mais alto em um ano, e notícias sobre desaceleração do setor imobiliário contribuíram para a queda das mineradoras, como BHP e Rio Tinto, que recuaram mais de 2%. A Vale também deve enfrentar impactos negativos. A divulgação na sexta-feira de uma inflação ligeiramente maior na China, indicando ausência de deflação em fevereiro para o consumidor, trouxe reflexos ao mercado global. No entanto, a persistente deflação nos preços do atacado na China, que afeta a produção industrial, permanece uma preocupação. Nessa semana destaca-se a importância dos indicadores de inflação, com a divulgação da CPI nos Estados Unidos e do IPCA no Brasil.

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