Começando pelo IGP-10 da FGV, que mostrou uma leve alta de 0,08% em outubro, praticamente estabilidade após a alta de 0,21% no mês anterior. No acumulado de 12 meses, o índice está em +1,60%, e no ano ainda registra deflação de 0,98%. O destaque foi a queda nos preços industriais ao produtor (IPA industrial), com deflação de 0,14%, que compensou a alta de 0,48% no índice ao consumidor (IPC). Já o IPA agrícola subiu 0,24%, refletindo uma alta nos preços do campo. Como 60% do IGP é composto pelo IPA, essa deflação no componente industrial foi determinante para o resultado baixo do índice geral.
O INCC, que mede o custo da construção civil, avançou 0,21%, mostrando uma leve aceleração, mas ainda com sinais de pressão nos custos do setor — algo que temos acompanhado nos últimos meses.
Outro dado importante é o Monitor do PIB da FGV, uma estimativa mensal da atividade econômica semelhante ao IBC-Br do Banco Central, mas mais detalhada. Segundo o monitor, o PIB cresceu 0,7% em agosto na comparação com julho, e 1,3% em relação a agosto do ano passado — indicando que a economia continua em expansão.
No entanto, há sinais de desaceleração no consumo e nos investimentos. O consumo das famílias ficou estagnado em relação a agosto de 2024, e a formação bruta de capital fixo (investimentos) também não cresceu no comparativo anual. A boa notícia vem do setor externo: as exportações aumentaram 6,1% em relação a agosto do ano passado, enquanto as importações subiram apenas 1,1%, o que contribuiu positivamente para o crescimento.
No cenário internacional, os mercados estão um pouco mais otimistas nesta sexta-feira após declarações conciliatórias entre Trump em relação a autoridades chinesas, reduzindo tensões comerciais. Por outro lado, persistem preocupações com os bancos regionais americanos, especialmente na Califórnia, depois de novos rumores sobre fragilidades no setor.





