Destaque agora da manhã: a produção industrial brasileira aumentou 0,1% em agosto, uma boa notícia para o setor, que tem se expandido e deve ter um dos melhores anos dos últimos cinco, quiçá dez anos. Após um salto em junho com a recuperação da produção no Rio Grande do Sul, seguido de uma leve queda em julho, houve uma leve alta em agosto, indicando boas perspectivas. O PMI de manufatura de setembro também mostrou expansão sólida, refletindo o crescimento do mercado interno e do PIB, que está em 3%, beneficiando a indústria, especialmente os bens duráveis, como eletrodomésticos, e bens de capital.
Nos Estados Unidos, o relatório JOLTS mostrou a abertura de vagas um pouco acima do esperado, com uma relação próxima de um para um entre vagas disponíveis e desempregados, o que indica uma normalização no mercado de trabalho, ainda longe de uma recessão. O ADP de hoje reportou a criação de 140 mil vagas em setembro. Amanhã teremos o Initial Claims, e na sexta-feira, o Payroll, que deve movimentar os mercados.
Outro tema chave é o conflito no Oriente Médio, com tensões elevadas após o lançamento de mísseis do Irã contra Israel. O preço do petróleo subiu 4%, com reflexos na Petrobras e na Bovespa, que se valorizou. Mesmo com a escalada do conflito, o petróleo está em torno de 75 dólares, considerado relativamente barato diante da situação.
Outra notícia relevante foi o upgrade da nota de dívida brasileira, subindo para BA1, um passo do grau de investimento pela Fitch e pela S&P. Apesar dos desafios fiscais, como dívida pública crescente e déficits primários elevados, a nota faz sentido, dado que muitos países também enfrentam problemas fiscais. A perspectiva de crescimento de 3% no Brasil pelo terceiro ano consecutivo é um grande destaque e contribui para a melhora fiscal, facilitando o cumprimento do arcabouço.
A bolsa brasileira continua entre as melhores no trimestre, apesar da queda de 3% em setembro, e o real se apreciou cerca de 3%. O país está bem posicionado, mas é essencial manter o arcabouço fiscal e o combate à inflação pelo Banco Central para garantir a continuidade desse desempenho positivo.


