O Brasil é o país que mais tem empresas da indústria da defesa na América do Sul

*escrito com Luís Felipe Giesteira

O Atlas de Defesa da América do Sul, do GEDES/Unesp (Atlas – GEDES – Grupo de Estudos de Defesa e Segurança Internacional https://gedes-unesp.org/atlas/). traz uma interessantíssima analise referente à indústria de defesa. A tabela a seguir congrega os resultados de todos países sul americanos com ao menos uma empresa nos diversos tipos de produtos de emprego militar: por esse critério a discrepância “a favor” do Brasil é Enorme.

Curiosamente, embora pareça uma super potência na América do Sul, o Brasil desproporcionalmente frágil na comparação com países de fora do subcontinente. O Reino Unido, por exemplo, com PIB muito próximo ao nosso, possui uma base de defesa mais de 5X maior do que a brasileira. Em um mundo de drones, constelações de satelites e misseis de cruzeio hipersônicos, é evidente que a percepção de ameaça não coincide com sua real dimensão. Insegurança Nacional e Desenvolvimento Tecnológico De acordo com o notável “The Politics of Innovation”, de Mark Z Taylor, a “causa causae” da diferença de performance em inovação tecnológica dos países é algo que ele chama de “insegurança criativa”. Taylor explica que aceleração da inovação tecnológica depende de um tipo de mobilização nacional que, infelizmente, está além da capacidade que os governos costumam dispor. Para q isso ocorra é necessário um balanço desequilibrado entre a percepção de ameaças externas e ameaças internas (como percebidas pelos grupos de pressão) em favor das primeiras. Em outras palavras, a segurança nacional tem de ser um preocupação relativamente importante. Não parece ser o caso do Brasil!

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