O índice Nasdaq subiu 44% em 2023

Em 2023 o mercado experimentou um rali vigoroso, encerrando o ano próximo da máxima de 134 mil pontos. Esse movimento acompanhou a tendência global, com a Nasdaq subindo 43% em dólares ao longo do ano. O S&P também teve um expressivo aumento, aproximadamente 25% no ano, enquanto o minério de ferro e o petróleo apresentaram altas de 20% e uma recuperação próxima dos setenta e oito dólares, respectivamente. O dólar, por sua vez, desvalorizou em relação a outras moedas, tanto de países desenvolvidos quanto emergentes. No Brasil, o real se fortaleceu, encerrando o ano com uma valorização de 8% em R$4,85. Esse movimento ganhou impulso no último trimestre de 2023, após a virada de mão e do pivô do FED sinalizando cortes de juros para 2024. Assim, começamos este novo ano na esteira desse rali de ativos de risco, com a valorização das bolsas e moedas emergentes. Para este ano há uma expectativa de que a Selic se encerre em 9% e a inflação, medida pelo IPCA, atinja 3,9%. Esses números ainda estão consideravelmente acima da meta de inflação estabelecida em 3% para 2024. Nesta semana, a agenda está um pouco vazia devido às festas de final de ano, mas destacam-se dados importantes do mercado de trabalho nos EUA, como o relatório de empregos ADP, o relatório JOLTS e, na sexta-feira, o Payroll, que traz os números de criação de empregos nos Estados Unidos para dezembro. É importante lembrar que esses dados são cruciais para definir a trajetória de juros nos EUA. No Brasil, o cenário aponta a Taxa Selic caindo para 9% no final de 2024, com perspectiva de cortes de 0,5% nas próximas reuniões, incluindo a de 31 de janeiro, coincidindo com a reunião do FED e do Banco Central brasileiro. Vale ressaltar que hoje assumem dois novos diretores do Banco Central, Rodrigo Teixeira e Paulo Picchetti.

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