No artigo “Mercantilism Isn’t All Bad, but Trump’s Version Is the Worst”, publicado em 7 de maio de 2025 no Project Syndicate, o economista Dani Rodrik critica as políticas comerciais do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, caracterizando-as como uma forma distorcida e ineficaz de mercantilismo. Rodrik argumenta que, embora o mercantilismo tradicional tenha aspectos que podem ser úteis quando aplicados de forma estratégica, a versão adotada por Trump incorpora apenas seus piores defeitos, sem oferecer os benefícios que outras nações conseguiram ao implementar políticas comerciais bem planejadas.
Rodrik destaca que o mercantilismo de Trump é marcado por políticas comerciais caóticas e indiscriminadas, que pouco contribuem para expandir investimentos estratégicos nos Estados Unidos. Além disso, essas políticas estão repletas de favorecimento a aliados políticos e interesses particulares, o que compromete a eficácia e a equidade das medidas adotadas.
O autor também observa que a obsessão de Trump por saldos comerciais bilaterais, a glorificação de tarifas de importação e uma abordagem de soma zero no comércio internacional representam uma ressurreição das piores práticas mercantilistas, contrariando os ensinamentos de Adam Smith. Essas práticas não apenas falham em promover o crescimento econômico sustentável, mas também minam a cooperação internacional e a confiança entre as nações.
Rodrik ressalta que, ao contrário de outras nações que utilizaram políticas comerciais estratégicas para fomentar o desenvolvimento industrial e tecnológico, as ações de Trump carecem de uma visão coerente e de longo prazo. Em vez disso, suas políticas são reativas e motivadas por interesses políticos imediatos, o que limita sua capacidade de gerar benefícios duradouros para a economia americana.
Em conclusão, Rodrik afirma que o mercantilismo, quando aplicado com discernimento e estratégia, pode ser uma ferramenta útil para o desenvolvimento econômico. No entanto, a versão adotada por Trump falha em aproveitar esses aspectos positivos e, em vez disso, perpetua práticas prejudiciais que comprometem tanto a economia dos Estados Unidos quanto suas relações comerciais internacionais.

