Para países com produção focada em commodities e produtos low-tech, como Brasil, a educação dos trabalhadores é menos relevante

*escrito com Alex Alves

Para países com boa complexidade produtiva a educação é fundamental para avançar rumo ao topo; A educação é muito importante para indústrias medium/high tech e serviços sofisticados. Para países com produção focada em commodities e produtos low-tech a educação é pouco relevante; tem obviamente um papel civilizatório fundamental. Para países sem complexidade produtiva é preciso uma convergência entre investimento no complexo e educação que saiba lidar com este futuro. Países como o Brasil precisam muito mais de uma educação voltada ao desconhecido do que uma Alemanha. Para o Brasil “melhorar” sua educação e investimento tem que ser rumo à uma mentalidade que o país ainda não possui, tem que ter uma visão e abertura ainda maior do que países desenvolvidos e fazer com que investimento e educação se unam num patamar desconhecido. Para países complexos o desafio é outro. A educação tem que poder acompanhar as mudanças rápidas das tecnologias mundiais e tem que haver altos investimentos em ciência e pesquisa, afinal, a Europa, por exemplo, não tem mais como sustentar uma sociedade com empregos fabris ou de usina – pesquisa, ciência e desenvolvimento científico é a única opção de sobrevivência. Dito isto, claro, qualquer mundo precisa também de trabalhos não complexos. A solução que está sendo aplicada na Europa é colocar a educação como patamar mesmo para trabalhos não complexos – eis a única saída.

Paper sobre o tema:

https://www.researchgate.net/publication/280571240_EDUCATION_AND_THE_JOURNEY_TO_THE_CORE_PATH_DEPENDENCE_OR_LEAPFROGGING

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