Payroll mostra mercado de trabalho mais forte nos EUA

A última ata do Federal Reserve mostra um comitê dividido. Há diretores que querem cortar juros já, e outros — possivelmente a maioria — que preferem manter a taxa onde está. É uma queda de braço real. O caso mais emblemático é o do S. Miran, indicado por Trump, que segue firme na tese de corte imediato. Mas o restante do comitê não parece disposto a ir pelo mesmo caminho. Isso torna a reunião de dezembro especialmente imprevisível.

Do lado dos dados, o quadro veio um pouco mais forte. O GDPNow do Fed de Atlanta — aquele nowcast de PIB americano — subiu de novo e já aponta crescimento acima de 4% para o terceiro trimestre; é um número bem impressionante, indicando uma economia que segue resiliente. As empresas americanas também estão entregando lucros robustos. Dois números dominaram a semana: o resultado da Nvidia e o dado do payroll. Ambos vieram melhores do que o esperado. O Payroll mostrando uma economia aquecida que criou 100mil vagas de trabalho em setembro e a Nvidia entregando mais um trimestre de resultados extraordinários puxados pela demanda por IA. Os mercados respiraram.

Nos dados de emprego, os initial jobless claims vieram um pouco piores — pedidos de seguro-desemprego subiram para 220 mil. Mesmo assim, o mercado de trabalho continua mais fraco. Os continuing claims (as pessoas que seguem no seguro-desemprego) já passam de 1,9 milhão, o maior nível em quatro anos. Isso sugere uma rotação maior no emprego, com mais gente demorando para se recolocar, mas sem sinal de fraqueza grave.

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