O principal destaque de hoje é a posse de Donald Trump, especialmente a ausência de anúncios sobre tarifas, que são cruciais para os preços macroeconômicos no momento. No discurso de ontem, Trump enfatizou o controle da inflação e afirmou que os juros estão muito altos nos Estados Unidos. Ele também anunciou a deportação imediata de milhares de imigrantes. Porém, nenhuma medida sobre tarifas foi divulgada até agora.
Perspectivas sobre juros e tarifas:
A grande questão é se o Federal Reserve (FED) poderá cortar juros no primeiro semestre e qual será o impacto de eventuais tarifas na inflação americana. Trump indicou que pretende reduzir a inflação, o que é uma mensagem relevante, mas ainda faltam detalhes sobre como isso será alcançado. Até agora, não há grandes novidades em relação à desregulamentação e cortes de impostos, temas já esperados.
Mercado americano hoje:
O mercado está menos ativo devido ao feriado de Martin Luther King, o que torna esta posse atípica. Esse tipo de coincidência ocorreu poucas vezes na história americana. Assim, espera-se um dia com baixa liquidez, mas com possíveis anúncios relevantes ao longo do dia, especialmente relacionados às tarifas.
Brasil: Focus e cenário econômico:
O Boletim Focus divulgado hoje pela manhã mantém expectativas ruins para a inflação, com projeções de 5% para 2025 e 4% para 2026. A SELIC deve terminar 2025 em 15% e cair para 12% em 2026. O crescimento econômico projetado é de 2% em 2025 e 1,8% em 2026. No entanto, as expectativas permanecem desancoradas, gerando preocupações com a dinâmica da dívida pública, que enfrenta um custo de juros próximo a 10% do PIB, mesmo com um déficit primário pequeno.
Relatório da Gavekal e oportunidade no Brasil:
Um relatório recente de Louis Gave, da consultoria Gavekal, apresenta uma visão otimista sobre o Brasil. Segundo ele, o país está em níveis historicamente baixos para ativos financeiros:
• Câmbio nominal e real próximos das mínimas históricas.
• Juros nominais e reais de 10 anos nas máximas históricas.
• Bolsa em níveis próximos às mínimas.
Gave argumenta que o Brasil está barato e representa uma oportunidade de compra, mesmo com preocupações sobre a dívida pública. Ele destaca que, em 2025 e 2026, o desafio será manter os bons números atuais. Atualmente, o Brasil registra:
• Menor taxa de desemprego em uma década.
• Maior crescimento econômico e industrial em 10 anos.
• Maior nível de investimento em uma década.
Outros destaques:
Para esta semana, além das medidas esperadas de Trump, o Brasil terá o IPCA-15 de janeiro como um dado importante para monitorar. Nos Estados Unidos, o alívio na inflação na semana passada trouxe boas notícias e ajudou a acalmar os mercados.







