PIB da China segue em expansão

PIB da China referente ao segundo trimestre, cresceu 5,2%, ligeiramente acima da expectativa de 5,1%. O dado sinaliza uma continuidade na recuperação da economia chinesa. Outros indicadores também foram divulgados: as vendas no varejo vieram um pouco abaixo do esperado, com alta de 4,8% (a previsão era 5%), mas a produção industrial surpreendeu positivamente, com avanço de 6,8% em junho, na comparação com o mesmo mês do ano anterior – bem acima da projeção de 5,5%.

O destaque, no entanto, continua sendo o papel da China no comércio internacional. O mapa abaixo mostra com clareza como o país se tornou dominante nas exportações globais nas últimas três a quatro décadas. Essa força da China é uma boa notícia para a economia mundial, pois sustenta a demanda por commodities como minério de ferro e soja, beneficiando diretamente países exportadores como o Brasil.

A segunda notícia importante do dia vem dos Estados Unidos: a inflação ao consumidor (CPI) de junho subiu 0,3% em relação a maio, em linha com as expectativas. Na comparação anual, a inflação foi de 2,7%. O núcleo da inflação (core CPI), que exclui alimentos e energia, veio um pouco melhor que o esperado: alta mensal de 0,2%, com núcleo anual em 2,9%.

Esses dados reforçam o cenário de inflação sob controle nos EUA, o que aumenta a probabilidade de o Federal Reserve realizar um corte de juros em setembro – possivelmente de 0,25 ponto percentual – e outro até o fim do ano. As tarifas comerciais, embora ainda presentes, não têm exercido pressão significativa sobre a inflação no momento.

Por fim, um tema a ser acompanhado no Brasil é a negociação do governo com o Congresso em torno do IOF e de operações financeiras específicas. Ainda não está claro o desfecho final, mas parte das medidas pode ser aprovada e parte rejeitada. Isso também pode ter impacto relevante sobre o ambiente macroeconômico nacional.

Em resumo, começamos o dia com duas boas notícias: sinais de força na atividade econômica da China e inflação sob controle nos Estados Unidos, o que abre espaço para estímulos monetários adicionais nos próximos meses.

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