PIB do Brasil avançou 2,9% em 2023

O PIB divulgado no Brasil nesta manhã pelo IBGE revela um crescimento de 2,9% na comparação anual, alinhado com as expectativas. Este é o segundo ano consecutivo em que o Brasil registra um crescimento próximo a 3%, o que representa uma notícia muito positiva. O país não via tal desempenho desde os anos de 2010 e 2011. No entanto, ao aprofundar nos dados, observa-se que o crescimento no quarto trimestre foi nulo, indicando uma estagnação econômica nesse período. Essa desaceleração é atribuída principalmente às taxas de juros elevadas, notando-se que o Brasil conseguiu alcançar um crescimento de 2,9% no ano passado, mesmo com a Selic atingindo quase 14% no pico, o que pode ser considerado algo heroico. Para o ano em curso, a expectativa é de que a Selic caia abaixo de 10%, e o crescimento possa atingir pelo menos 2%. Analisando a abertura do PIB de 2023, observa-se uma queda significativa na formação bruta de capital fixo, que engloba investimentos em máquinas, equipamentos, fábricas, entre outros. Esse declínio de 2% é atribuído principalmente às altas taxas de juros. Outro ponto negativo é a contração de 1,3% na indústria da transformação/manufatura, indicando uma nova fase de desindustrialização no país. No entanto, as boas notícias incluem o crescimento exuberante do agronegócio em 15,1% no ano, mesmo que tenha desacelerado no quarto trimestre. A indústria extrativa também teve um desempenho notável, crescendo 8,7%, impulsionada por setores como minério de ferro e petróleo. Apesar do lado menos otimista do PIB, marcado por desafios na formação de capital e desindustrialização, o Brasil se destaca em setores como agronegócio, mineração e petróleo, impulsionando exportações e resultando em um superávit comercial de 98 bilhões de dólares. O país se depara com a necessidade de aumentar os investimentos, visto que a formação bruta de capital fixo em relação ao PIB atingiu uma mínima de quase vinte anos, evidenciando a urgência de uma redução nas taxas de juros para estimular a economia e o investimento.

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