Os dados de atividade econômica dos Estados Unidos divulgados hoje vieram mais fracos, especialmente o PMI de serviços, que antecipa a atividade de fevereiro e registrou queda para 49,7, abaixo da expectativa de 53. Vale lembrar que leituras acima de 50 indicam expansão do setor, enquanto abaixo desse patamar sinalizam contração. O setor de serviços dos EUA não marcava uma contração desde janeiro de 2023, tornando esse um dado preocupante.
Por outro lado, o PMI de manufatura veio um pouco mais forte, apontando alguma melhora na indústria em fevereiro. No entanto, como o setor de serviços representa uma parcela significativa da economia americana, a contração sinalizada levanta dúvidas sobre a trajetória do crescimento econômico. Além disso, os dados de vendas de casas também foram fracos, reforçando a incerteza sobre o ritmo da economia dos EUA.
O rendimento do título de 10 anos caiu para 4,45%, um dado relevante, já que os juros de longo prazo nos EUA são referência global. O índice DXY, que mede o dólar frente a uma cesta de moedas, ficou estável, sem grandes movimentos.
Esse quadro de desaceleração econômica nos EUA pode influenciar as próximas decisões do Federal Reserve sobre taxa de juros. Para o Brasil, esse cenário é positivo, pois reduz a pressão de alta sobre os juros americanos e, consequentemente, sobre o dólar, fortalecendo o real. Isso também facilita o trabalho do Banco Central no combate à inflação.
Outro ponto relevante foi o grande leilão de títulos realizado ontem pelo Tesouro Nacional, um dos maiores dos últimos meses, com forte colocação de papéis pré-fixados. Isso demonstra um ambiente mais estável no mercado de títulos públicos.
Segue o gráfico dos PMIs para referência. Esse foi um rápido update sobre os últimos dados econômicos.



