PMS mostra serviços em queda no Brasil

Ontem foi um dia ainda ruim, com o PPI dos EUA melhorando um pouco, mas não o suficiente para mudar o cenário após o CPI mais forte, levando os rendimentos dos títulos do Tesouro de 10 anos a 4,57%, e impulsionando toda a curva de juros tanto nos EUA quanto no Brasil. O dólar alcançou R$5,09, enquanto a taxa de juros longo chegou a 11,40%, e a bolsa brasileira caiu 0,5%. A ata do FOMC mostrou que os diretores do Fed esperam cortes este ano, mas ainda não estão confiantes para executá-los. A curva agora prevê cortes apenas em setembro nos EUA, o que indica uma mudança de cenário. Houve também dados de atividade mais fracos na China, com uma queda significativa nas exportações de 7,5% em relação ao esperado de -2,3%, sugerindo uma menor demanda global. Por outro lado, o superávit da balança comercial chinesa atingiu US$55 bilhões em março, o que é impressionante, mas ressalta os problemas de desequilíbrio na economia chinesa. Enquanto isso, o petróleo continua tenso no Oriente Médio, pressionando as commodities, e a gasolina nos EUA está em alta, o que pode afetar a inflação. No Brasil, tivemos a Pesquisa Mensal de Serviços com uma queda surpreendente de 0,9% em fevereiro, contrabalanceando o forte desempenho do varejo. Isso indica uma atividade mais fraca do setor de serviços, que é mais representativo da economia brasileira. É o primeiro sinal de queda de atividade significativa em 2024. Durante o dia, os discursos dos diretores do Fed continuam cautelosos em relação aos cortes de juros, e também aguardamos o índice de confiança do consumidor de Michigan, que é importante para as expectativas de atividade e inflação.

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