No livro Pobres de Direita, o sociólogo Jesse Souza examina as razões pelas quais a população pobre brasileira adere a ideologias de direita, mesmo que essas ideias, em sua visão, não defendam diretamente seus interesses econômicos e sociais. Souza argumenta que esse fenômeno resulta de uma combinação complexa de fatores culturais, sociais e históricos, que moldam o comportamento e as crenças de parte da população mais desfavorecida economicamente.
Uma das principais teses de Souza é que, no Brasil, os valores da elite e da classe média tradicional acabam por influenciar o imaginário coletivo, criando um “colonialismo mental” que atinge especialmente os mais pobres. Para ele, essa elite dissemina uma visão de mundo em que a pobreza e a desigualdade são justificadas como resultado de uma suposta inferioridade moral ou falta de empenho individual, despolitizando as causas estruturais da desigualdade e desviando o foco das responsabilidades das elites e do Estado.
Souza explora ainda como a mídia e as instituições sociais reforçam estereótipos e valores que legitimam a desigualdade e promovem uma narrativa de meritocracia e de sucesso individual, dificultando a conscientização dos mais pobres sobre as condições sistêmicas que afetam suas vidas. Esse processo, segundo ele, gera uma aversão a políticas redistributivas e a partidos de esquerda, vistos por essa parcela da população como ameaças à ordem social ou ao progresso individual, enquanto ideias de direita são vistas como mais alinhadas ao “trabalho duro” e à “moralidade”.
Outro ponto de destaque no livro é a influência das religiões neopentecostais, que têm grande penetração entre as camadas mais pobres e também colaboram para essa adesão a pautas conservadoras. Souza argumenta que, ao promoverem uma visão de mundo em que a prosperidade está associada ao merecimento divino, essas igrejas reforçam a ideia de que as conquistas individuais dependem de valores morais e da fé, minimizando a importância de fatores estruturais, como políticas públicas e o acesso a oportunidades.
Com esse estudo, Jesse Souza busca lançar luz sobre a complexa relação entre classe social, ideologia e identidade no Brasil contemporâneo. Ele critica o que considera uma manipulação das camadas populares e argumenta que é fundamental entender esse fenômeno para construir uma sociedade mais justa e igualitária.


O atual sistema econômico, baseia-se em criar ilusões na cabeça do populacho, de que a culpa pelo seu pouco progresso material, se dá em função de uma suposta inferioridade moral ou falta de empenho individual. O que justificaria a riqueza dos ricos, e a falta de riqueza dos mais pobres.
Grande parte do Sistema atual, pratica A ARTE DE ILUDIR O POVO. Como um MÁGICO, que nos faz acreditar que dividiu sua assistente ao meio.
Assim como certos pastores, mestres ilusionistas, tentam fazer o povão acreditar, que doando 10% de seu salário mensalmente para suas igrejas, todos seus problemas estarão resolvidos. Que é outro tipo de “mágica”. Baseado no PENSAMENTO MÁGICO. Ou que sua morada na Favela terrestre, será substituída um dia, por uma linda casa no Céu, após o seu desencarne. Caso o fiel chegue lá, obviamente. Após pagar religiosamente esse imóvel celeste, anos a fio, com o seu dízimo.
DE ILUSÃO TAMBÉM SE VIVE.
Esse foi o nome em português, que arranjaram para o filme de 1947 – Miracle on 34º Street. Cujo título, define bem, como vive parte do povo brasileiro. E grande parte do povo pobre, mundial.
A Esperança é um grande motor e um grande motivador. É um tipo de linimento, (um GELOL mental para suas dores e contusões, provocadas pela vida). Através da ESPERANÇA, o populacho espera “chegar lá”, ou adquirir riquezas. O que normalmente não acontece com abundância em sua existência terrena.
Mas, “não faz mal”. Como eles não entendem como a mágica acontece para os mais ricos, os pobres (principalmente o Pobre de Direita) continuam tentando. Com Fé e Esperança.
Como aquele burrico, atrelado a uma carroça, e que a puxa, tentando comer a cenoura que o homem (normalmente rico) que dirige a carroça, a coloca na sua frente, amarrada a um pedaço de pau. Bem perto de suas narinas, de forma que lhe atraia a cobiça. Mas, longe, de forma que o burrico nunca a alcance.
E desta forma, “estimulado” pela cenoura da riqueza, o pobre burrico de Direita, vai puxando a carroça do homem rico.