Políticas de incentivos horizontais e verticais para desenvolver o Brasil

As políticas horizontais dizem respeito a medidas que afetam todas atividades econômicas: desburocratização, melhora do ambiente de negócios, simplificação tributária, eficiência logística, eficiência regulatória e assim por diante. Os defensores das chamadas políticas industriais defendem mais do que isso, as chamadas políticas verticais ou “escolha de setores e empresas” para incentivos; um tema altamente controverso pois muitas vezes o estado escolhe beneficiar determinados setores com empréstimos e subsídios. O setor e a empresa não “vingam” e os recursos públicos são desperdiçados ou acabam em casos de corrupção. Qual a alternativa? Fazer só políticas horizontais ou tentar melhorar o desenho das políticas verticais?

O grande desafio de desenvolvimento econômico para as nações emergentes está em entrar em mercados de produtos sofisticados que já estão dominados pelo países ricos. Os oligopólios mundiais de serviços e indústrias High tech. Fica muito difícil para um país de renda média ou baixa entrar para competir nesses mercados com os gigantes mundiais; os baixos salários não são suficientes para vencer as economias de escala e domínio tecnológico e de patentes dos países ricos. Quanto a boas políticas horizontais todos estão de acordo. E as políticas verticais, mesmo com as falhas e resultados problemáticos em muitos casos mundo afora, tem algum papel nesse processo?

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