Por que as multinacionais não levam países emergentes ao desenvolvimento econômico?

A lógica de produção de uma multinacional é obter lucro, como a de qualquer outra empresa. O que fazem as multinacionais ao redor do mundo? Constroem suas bases produtivas perto dos mercados consumidores e em bases exportadoras com mão de obra barata; uma lógica econômica quase pura. Os centros de pesquisa e desenvolvimento de produtos, marcas, conteúdo tecnológico, etc… (centros de inovação) ficam em geral nas bases principais dessas empresas, na matriz em países ricos. Nesses locais estão os melhores cérebros, as melhores capacidades produtivas e o grosso do capital humano/ patentes/conhecimento acumulado por essas empresas (o centro nervoso). A parte produtiva high tech/serviços fica nos países ricos. Por que as bases produtivas em outros países? Por conta dos custos de transporte para alcançar mais mercados ou de mão de obra super barata para construir bases de exportação. A parte “nobre” da rede produtiva e de inovação fica sempre no país mãe, em geral por questões meramente econômicas mesmo. Uma base instalada de multinacionais num país emergente leva ao desenvolvimento econômico (a riqueza de uma nação). Tá aí o Brasil, América Latina, Africa e Ásia pobre para mostrar isso! O grosso do capital humano mundial está acumulado nos países ricos. Serviços e produtos high tech são concebidos e produzidos nessas bases. TECLA SAP: as multinacionais não produzem o “filet mignon” em países mais pobres! Onde se aglomeram os melhores cérebros de uma empresa?

2 thoughts on “Por que as multinacionais não levam países emergentes ao desenvolvimento econômico?”

  1. Os sistemas deveriam ter como meta a autossuficiência acompanhando o crescimento natural da população. Com a invenção do dinheiro, associada ao “financeirismo”, a meta passou a ser fazer o dinheiro engordar através do seu giro acelerado e da maximização do resultado. Nessas condições, tudo que não favoreça o aumento do ganho financeiro passa a ser considerado como desnecessário, inclusive a preservação da sustentabilidade, pondo de lado o humanismo no relacionamento entre as pessoas, adotando o mecanicismo como se fossem máquinas sem alma. Temos de combater a tendência de precarização geral e, com humanismo, estabelecer cenários mais condizentes com a nossa espécie.

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