Por que o livre comércio não leva necessariamente ao desenvolvimento econômico? (Ainda sobre EURO-Mercosul)

Se existem setores numa economia que tem aprendizagem relevante na produção (Learning by doing) e economias de escala, os resultados de abertura comercial ampla e irrestrita passam a ser ambíguos, podem ser bons ou ruins ao longo do tempo. Se a abertura mata um setor que ainda aprende, o país fica condenando a especialização em setores de baixa aprendizagem, poucas economias de escala e menor produtividade. Um resultado teórico que já havia sido formalizado por krugman, que os economistas estruturalistas sempre souberam (e que tem hoje j. Stiglitz na liderança da modelagem formal em relação ao tema) Temos que estudar isso mais a fundo no Brasil. Os resultados de ganho de bem estar e de “otimalidade de pareto” só susteam com hipóteses heróicas em modelagem, especialmente de externalidades de aprendizagem. A ideia de que abertura comercial não leva a desenvolvimento econômico é facilmente o observável nas diferenças de renda e riqueza dentro dos próprios países: Nordeste e Sudeste no Brasil, Norte e Sul nos EUA e Itália, etc; sendo sempre a região mais rica aquela intensiva em manufaturas e serviços empresariais, nos termos de Stiglitz, Learning Economies. O Mercosul com PIB de 2,5tri de U$ hj acerta um acordo de livre comércio com a zona do euro com PIB de 18 tri de U$; corremos grande risco de ver nossos “Learning sectors” massacradas pela locomotiva europeia, precisamos tomar cuidado! A respeito desse tema recomendo muito o livro de J. Stiglitz abaixo.

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Uma pequena economia forte em agro e fraca em indústria se integra comercialmente a uma grande economia forte em agro e indústria. Resultado:acaba se especializando em agro para trocar por indústria. TECLA SAP: Se desenvolvimento econômico depende da indústria, cuidado Mercosul!

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1 thought on “Por que o livre comércio não leva necessariamente ao desenvolvimento econômico? (Ainda sobre EURO-Mercosul)”

  1. “Se a abertura mata um setor que ainda aprende, o país fica condenando a especialização em setores de baixa aprendizagem, poucas economias de escala e menor produtividade.”
    FOI o que aconteceu em vários setores, e hoje além do atraso a indústria deixou de produzir muitas coisas.

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