Por que os economistas brigam tanto?

Nas escolas de economia no brasil e mundo afora há sérias divergências, amizades são desfeitas, parece até briga de futebol. Os economistas tem varias “visões de mundo”. Cada um tem na cabeça uma espécie de modelo, uma visão idealizada de como uma economia funciona. A divergência fundamental está na avaliação do papel do mercado como “resolvedor” de todos os problemas econômicos: deixa o mercado funcionar livremente que tudo se resolverá. Economistas conhecidos como keynesianos e estruturalistas acreditam nos mercados mas enxergam “falhas” importantes de coordenação entre os agentes (grandes depressões, recessões prolongadas) e falhas no processo de transformação estrutural (desenvolvimento econômico). Economistas liberais ou “neoclássicos” acreditam no poder dos mercados para levar as sociedades a estados ótimos de bem estar para as pessoas. Economistas “novo-keynesianos” (stiglitz, krugman, mankiw, blanchard) tem uma visão intermediária entre keynesianos/estruturalistas e neoclássicos. Acreditam no mercado no longo prazo, mas não no curto prazo. E por aí vai! Esses são apenas alguns tipos de economistas no meio de tantas outras “espécies”. gravei um video sobre o tema:

3 thoughts on “Por que os economistas brigam tanto?”

  1. Os médicos também brigam bastante. Há um célebre conflito na medicina que opõe os ortopedistas aos heteropedistas.

    É que a escola crítica heteropédica surgiu como um contraponto ao mainstrem médico, discordando das interpretações clássicas. A Heteropedia é diferente porque ela é crítica. 

    Heteropedistas denunciam o uso acrítico da química-farmacêutica na cura das doenças, voltando-se para leitura exegética dos clássicos: Galeno, Avicena e Hipócrates.

    Quando o Heteropedista vai socorrer um paciente, ele não verifica pulso e respiração, não procura hemorragias, nem faz nada que considere muito mainstream.
    Ele acredita que deva começar examinando a subjetividade do paciente no seu sócio-entorno, enquanto sujeito do trauma. Pois o considera socialmente dado.

    Por exemplo, se o paciente for um ciclista atropelado, que está perdendo muito sangue, o heteropedista inicia com uma crítica a falta ciclovias na cidade, denunciando o conflito de classes entre os que vão de bicicleta vis-a-vis aos que vão de carro. Disserta longamente aos presentes, citando os autores clássicos para embasar o seu prisma sobre os acontecimentos.

    E depois escreve uma receita:
    Mas diferentemente dos outros médicos, que escrevem receitas curtas com letra ilegível, heteropedistas escrevem várias páginas. São receitas incompreensíveis assim mesmo. Elas terminam com referências bibliográficas aos médicos Che Guevara e Salvador Allende.

    Heteropedistas não publicam nos mesmos periódicos que ortopedistas. Preferem o Essays on Marxist Traumatology e o Journal of Political Medicine, ambos peer reviwed por médicos cubanos do programa mais médicos

    ps: Devido a sua elevada consciência de classe o heteropedista não atende pacientes que estejam sangrando sangue azul

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