Preços de commodities em máxima de 10 anos

Na semana passada os mercados americanos tiveram um desempenho excelente, registrando a melhor semana do ano, com todos os indicadores subindo cerca de dois, quase dois e meio por cento. O Banco Central dos EUA manteve os juros básicos em 5,5% e confirmou seu plano de realizar três cortes de 0,25% até o final do ano, o que trouxe alívio ao mercado. Durante a coletiva de imprensa, o presidente do Fed, Powell, indicou mais cortes de juros no futuro e destacou o progresso em relação à inflação. Ele também anunciou uma redução no ritmo de contração do balanço do Fed, o que proporcionará mais liquidez no mercado, aliviando as condições monetárias. Na Europa, as bolsas também registraram altas significativas, com a maior sequência de altas nos últimos dez anos, levando as bolsas da França e Alemanha a alcançarem máximas históricas. No Brasil, embora tenhamos fechado a semana com uma leve alta, ficamos abaixo do desempenho dos países desenvolvidos. Destaco a importância das comunicações do Banco Central Brasileiro nesta semana, com a divulgação da ata da última reunião do COPOM e o relatório trimestral de inflação, que fornecerão uma visão detalhada dos últimos três meses. A expectativa é de uma desaceleração na inflação, que precisa ser observada após os números preocupantes de janeiro e fevereiro. Na frente internacional, o preço das commodities voltou ao pico da pandemia, o que é um indicativo da robustez da situação externa brasileira. Isso se reflete em um superávit na balança comercial, podendo chegar a noventa bilhões de dólares este ano. Esse cenário traz boas perspectivas para o câmbio, com um fluxo de dólares proveniente do comércio, ajudando a manter o real abaixo de cinco reais e até mesmo provocando uma apreciação.

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