Realismo crítico e ontologia em Economia

A ontologia é uma disciplina da filosofia que estuda a natureza do ser, da existência e da realidade. Ela busca compreender a estrutura fundamental do mundo, investigando as categorias e as propriedades dos objetos, bem como as relações entre eles. A palavra “ontologia” deriva do grego antigo, em que “ontos” significa “ser” e “logos” significa “estudo” ou “ciência”. Assim, a ontologia pode ser entendida como o estudo do ser em si mesmo, daquilo que constitui a realidade fundamental. Em termos gerais, a ontologia busca responder a questões como: O que é real? O que existe? Quais são as categorias fundamentais de existência? Ela explora os conceitos de substância, qualidade, espaço, tempo, causalidade e outras noções fundamentais para entender a natureza do ser. Existem diferentes abordagens na ontologia. Alguns filósofos defendem uma ontologia realista, que postula a existência de entidades independentes e objetivas, como objetos físicos, propriedades e relações. Por outro lado, há abordagens idealistas, que argumentam que a realidade é construída pela mente e que as entidades têm uma existência dependente da percepção ou do pensamento. Além disso, a ontologia também lida com questões metafísicas, como a distinção entre ser e aparência, a relação entre essência e existência, e a natureza do tempo e do espaço. Essas questões têm impacto em outras áreas da filosofia, como a epistemologia, a ética e a filosofia da mente. A ontologia é um campo de estudo complexo e abrangente, com diversas correntes e debates em curso. Os filósofos ontológicos buscam construir sistemas conceituais consistentes e compreender a natureza fundamental da realidade, contribuindo para o avanço do conhecimento filosófico e científico em geral.

O Realismo Crítico é uma abordagem filosófica que tem sido aplicada em diversos campos, incluindo a economia. Essa perspectiva busca entender o mundo econômico de forma realista, reconhecendo a existência de estruturas e mecanismos objetivos, mas também levando em consideração as limitações do conhecimento humano e a influência das perspectivas e interpretações subjetivas. No contexto da economia, o Realismo Crítico reconhece que existem leis, estruturas e relações objetivas que governam o funcionamento do sistema econômico. Isso implica que há regularidades e padrões que podem ser observados e estudados pelos economistas. Essas regularidades podem ser entendidas como leis econômicas ou princípios fundamentais que afetam o comportamento dos agentes econômicos e as interações entre eles. No entanto, o Realismo Crítico também enfatiza a importância da crítica e da reflexão sobre as teorias e modelos econômicos. Ele reconhece que os economistas operam com base em conceitos abstratos e simplificações para entender e explicar o mundo econômico complexo. Portanto, as teorias econômicas são vistas como representações aproximadas da realidade, sujeitas a revisões, aprimoramentos e ajustes com base em novas evidências e perspectivas. Essa abordagem enfatiza a necessidade de uma análise cuidadosa dos pressupostos, modelos e metodologias econômicas. Ela reconhece que diferentes perspectivas teóricas e metodológicas podem levar a interpretações e previsões diferentes. O Realismo Crítico incentiva uma postura reflexiva e aberta, permitindo a consideração de múltiplas visões e a incorporação de diferentes abordagens na análise econômica. Em resumo, o Realismo Crítico na economia busca um equilíbrio entre a compreensão das estruturas e leis objetivas do mundo econômico e a consciência das limitações humanas e das influências subjetivas na análise econômica. Ele incentiva uma abordagem reflexiva, crítica e aberta à teoria econômica, considerando diferentes perspectivas e atualizando constantemente o conhecimento com base em novas evidências e interpretações.

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