Semana carregada de dados

Amanhã, será divulgada a Ata do Copom, além do IPCA-15, que trará a inflação acumulada entre 15 de maio e 15 de junho. Na quinta-feira, saem os dados do Caged, e na sexta-feira, teremos a divulgação da PNAD Contínua, ambos importantes para avaliar o comportamento do mercado de trabalho. Também na sexta-feira, será publicada a última leitura do PIB dos Estados Unidos no 1º trimestre, além do índice de inflação PCE, muito acompanhado pelo Federal Reserve. Durante a semana, o presidente do Fed, Jerome Powell, falará ao Congresso, o que pode trazer sinalizações importantes sobre os rumos da política monetária americana.

No cenário internacional, o destaque da manhã é o ataque a instalações nucleares no Irã, que gerou forte estresse nos mercados e fez o preço do petróleo Brent saltar mais de 5%, chegando a US$ 80 o barril. Apesar disso, os mercados se acalmaram parcialmente com a expectativa de uma resposta controlada. O temor principal continua sendo uma possível escalada do conflito na região do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, especialmente vindo da Arábia Saudita e do Kuwait. Trata-se de uma região de importância geopolítica histórica e estratégica.

No Brasil, o Boletim Focus foi divulgado nesta manhã, sem grandes novidades: houve uma ligeira queda na expectativa de inflação para 2024, agora em 5,23%, enquanto o crescimento do PIB segue estimado em torno de 2%. A inflação projetada para 2025 permanece elevada, em torno de 4,5%.

Vale lembrar que o Copom surpreendeu parte do mercado ao elevar a Selic na semana passada. Ainda estamos observando os efeitos dessa decisão. Embora já tenha havido alguma reação na sexta-feira, com menor liquidez por conta do feriado, é nesta semana que o mercado deve digerir de forma mais clara os impactos dessa alta, combinada aos dados que serão divulgados ao longo dos próximos dias.

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