Semana de PIB no Brasil e Payroll nos EUA  

Uma semana repleta de dados significativos está à nossa frente. O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil será divulgado na sexta-feira. Também teremos o relatório de empregos, conhecido como Payroll, dos Estados Unidos na mesma sexta-feira. Esse dado é crucial para entender os próximos passos do FED em relação as taxas de juros norte-americanas. Além disso o indicador de inflação PCE, a ser divulgado nessa semana, será acompanhado de perto pelo Federal Reserve (FED) para avaliar a situação econômica e decidir sobre futuros ajustes nas taxas de juros. Na semana anterior, a Bovespa enfrentou desafios, mas ainda conseguiu registrar uma alta de 0,3% na semana apesar da queda de 1% na sexta-feira, encerrando a semana com 115 mil pontos. Isso representou uma recuperação após um período de mais de treze dias de quedas consecutivas. No entanto, houve um revés na sexta-feira com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrando uma alta de 0,28%, acima da expectativa de 0,16%. Em julho, havia ocorrido uma deflação de 0,07%. No acumulado do ano, a inflação medida pelo IPCA já atingiu 3,8%, ultrapassando a meta anual estabelecida de 3,25% já nos primeiros seis meses do ano. Isso mostra que a batalha contra a inflação ainda não está ganha e requer medidas contínuas. A abertura do índice mostrou uma aceleração nos núcleos de inflação, bem como na difusão, indicando um cenário desafiador. No âmbito das decisões de política monetária, destaca-se a recente fala de Campos Neto em um seminário no Guarujá no último sábado. Ele detalhou as divergências entre os membros do Comitê de Política Monetária (COPOM) na reunião anterior, na qual alguns diretores buscavam sinalizar cortes na taxa SELIC, enquanto outros preferiam avaliar a situação antes de tomar decisões. Ficou claro que a decisão de iniciar o ciclo de cortes já estava em discussão antes da chegada dos novos diretores. Agora, a atenção se volta para onde a SELIC vai se estabilizar, com diversas opiniões sobre taxas entre 9% e 10%. Em Jackson Hole, o presidente do Federal Reserve, J. Powell, reforçou a intenção de manter juros altos pelo tempo necessário para atingir a meta de inflação. Esse posicionamento tem impactos sobre as economias emergentes, incluindo o Brasil, causando pressões cambiais e volatilidade. A questão fiscal brasileira também permanece no foco, com novidades esperadas após a aprovação do arcabouço fiscal na semana anterior. O governo busca recursos para reduzir o déficit no próximo ano em um cenário global desafiador.

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