Sobre a mitologia em Jung

Os deuses estão dentro de nós! Na visão junguiana entendo que os deuses aparecem como arquétipos (carimbos na Alma) e é a partir deles (demônios também) que Jung tenta explicar a dinâmica humana. “O simbólico é mais real do que o real” diria jung! O que ele quer dizer com isso? As questões simbólicas que habitam nossas almas (nossos deuses e demônios) nos movem e nesse sentido constroem o real! A mitologia nada mais é ou nada mais foi do que uma maneira de interpretar “o que havia” e o que ainda há dentro de nós até hoje. Por isso os mitos e a mitologia são mais atuais do que nunca. E claro, não com uma cabeça de se eles foram ou não verdadeiros. Eles são verdadeiros na medida em que moveram (e seguem movendo) o mundo. A psicologia junguiana nada mais é que uma tentativa de entender os homens usando os mitos como caminho “heurístico”, um atalho por assim dizer para entender a Alma humana!

“At least three major questions can be asked of myth: what is its subject matter? what is its origin? and what is its function? Theories of myth may differ on the answers they give to any of these questions, but more basically they may also differ on which of the questions they ask. C. G. Jung’s theory is one of the few that purports to answer fully all three questions. This volume collects and organizes the key passages on myth by Jung himself and by some of the most prominent Jungian writers after him: Erich Neumann, Marie-Louise von Franz, and James Hillman. The book synthesizes the discovery of myth as a way of thinking, where it becomes a therapeutic tool providing an entrance to the unconscious.In the first selections, Jung begins to differentiate his theory from Freud’s by asserting that there are fantasies and dreams of an “impersonal” nature that cannot be reduced to experiences in a person’s past. Jung then asserts that the similarities among myths are the result of the projection of the collective rather than the personal unconscious onto the external world. Finally, he comes to the conclusion that myth originates and functions to satisfy the psychological need for contact with the unconscious–not merely to announce the existence of the unconscious, but to let us experience it.”

https://www.amazon.com/Jung-Mythology-C-G/dp/0691017360/ref=sr_1_3?ie=UTF8&qid=1481019822&sr=8-3&keywords=myth+jung

1 thought on “Sobre a mitologia em Jung”

  1. Acredito que metodologia junguiana de mitos, arquétipos e inconsciente coletivo são chaves para grandes insights nas mais diversas ciências. O físico Wolfgang Pauli fez em 1930 a previsão teórica da existência do neutrino, uma partícula subatômica sem carga elétrica com massa algumas centenas de vezes menores que a massa do elétron e tal partícula foi encontrada experimentalmente 26 anos depois. Em colaboração com C. Jung, Pauli fez outra previsão extravagante no livro “The interpenetration of nature and psyche”, apontando como os arquétipos e símbolos estariam inexoravelmente ligados à descoberta científica. Particularmente, acho que temos uma mina de ouro aí.

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