Superquarta com decisão do FED e BC

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) apresentou uma recuperação moderada na sexta-feira, retornando aos 129 mil pontos. O Real também registrou uma leve valorização, atingindo R$4,91. Os juros futuros apresentaram queda, proporcionando um dia positivo para ativos de risco. Observamos indicadores econômicos significativos, como o IPCA-15 de janeiro no Brasil e o PCE de dezembro nos EUA, ambos abaixo do esperado em 0,31% e 0,2% respectivamente. O PIB americano também apresentou um crescimento robusto de mais de 3% no quarto trimestre de 2023, superando as expectativas do mercado. Os mercados reagiram positivamente a essas notícias, resultando em um movimento de compra de ativos de risco, beneficiando tanto o Brasil quanto as bolsas americanas. Esta semana está repleta de dados e decisões importantes, começando pela “super quarta-feira” com as decisões do Banco Central Brasileiro e do Federal Reserve. Prevê-se estabilidade nas taxas do FED, mas os investidores buscarão pistas sobre futuros cortes, com expectativas divididas entre março e maio. A reunião de quarta-feira é crucial para antecipar os passos da autoridade monetária americana. No Brasil, não se esperam grandes mudanças, prevendo-se um corte de meio ponto na Selic, reduzindo-a para 11,25%. O Banco Central brasileiro deve abordar os recentes dados de inflação e fornecer sinais sobre os próximos passos. A trajetória de cortes parece manter-se até metade do ano, sem indícios de aceleração, dada a expectativa de inflação ainda acima da meta. A semana também é marcada por diversos dados econômicos, com destaque para a PNADE na quarta-feira, apresentando dados sobre desemprego, o CAGED com criação de vagas formais e a produção industrial brasileira para dezembro na sexta-feira. O evento mais relevante da semana ocorre na sexta-feira com o Payroll nos Estados Unidos, divulgando dados sobre criação de vagas, desemprego e salários. É importante ressaltar que os indicadores recentes do mercado de trabalho americano não sinalizam uma desaceleração problemática, mantendo-se robustos. Além disso, na quinta-feira, teremos o CPI na Europa, com comentários anteriores dos diretores do BCE indicando a possibilidade de redução dos juros no verão. Este cenário reforça a perspectiva de cortes de juros tanto na Europa quanto nos Estados Unidos.

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