“Superquarta” traz decisões do BC brasileiro e do FED

Chegamos à “Super Quarta” com decisões importantes do Banco Central Brasileiro e do Banco Central Americano. Ontem, a bolsa teve uma leve queda, o dólar subiu um pouco e os juros também, mas o mercado está com baixa liquidez, aguardando essas decisões. Ontem à noite, tivemos a decisão do Banco Central da China, que manteve os juros em 3,75%. No entanto, algumas notícias sobre flexibilização das regras do mercado imobiliário na China animaram os mercados hoje de manhã, com o preço do minério de ferro subindo. Vale lembrar que foi o próprio governo chinês que começou a apertar as regras do mercado imobiliário há dois anos, preocupado com especulações e altas nos preços de imóveis. Isso afetou empresas imobiliárias como a Evergrande e a Country Garden. Agora, a flexibilização dessas regras está sendo discutida, juntamente com medidas de corte de juros, o que é positivo para o mercado imobiliário e commodities como o minério de ferro. A grande expectativa hoje está no FED, que deve manter as taxas de juros, conforme o consenso de mercado. No entanto, o mercado aguarda para ver o comunicado e o “Dot Plot”, que reflete as expectativas futuras dos diretores do FED em relação às taxas de juros, especialmente para o próximo ano. O mercado também está de olho no petróleo, que subiu cerca de 30% desde o início do ano, e o que o FED tem a dizer sobre isso. Isso está pressionando os índices de inflação, especialmente os preços da gasolina. No Brasil, a expectativa é que o COPOM corte os juros em 0,5%, trazendo a SELIC para 12,75%. Mas o comunicado será fundamental para entender os próximos passos, especialmente em relação à discussão sobre a ociosidade da economia. Hoje de manhã, tivemos a prévia do IGPM com uma alta de 0,34%, após um longo período de deflação. Isso reflete a pressão dos preços, principalmente de combustíveis e a desvalorização cambial. O petróleo teve uma pequena queda hoje, o que ajuda, mas continua acima de US$ 90. Aguardaremos as decisões e comunicados dos bancos centrais ao longo do dia e traremos mais comentários à noite.

Deixe uma resposta