A topologia da rede mundial de tecnologias ancora os países pobres na periferia do sistema produtivo

Vamos imaginar que o domínio tecnológico de uma economia está embutido em sua estrutura produtiva. Vamos imaginar uma rede construída a partir dessas competências e capacidades tecnológicas. Vamos imaginar que algumas tecnologias/produtos estão mais próximas do que outras. Esse rede de capacidades pode se expandir em determinadas direções, sempre dependente de sua trajetória passada (path dependence). O domínio tecnológico da produção de um determinado bem permitirá “saltos” para bens próximos. A topologia da rede já diz de antemão o que poderá ou não ser produzido. Agora vamos imaginar que as atividades mais produtivas e de melhores salários estão no core tecnológico dessa rede e que somente alguns países da economia mundial dominam esse core tecnológico. Os países da “periferia tecnológica” são reféns de seus produtos de baixo conteúdo tecnológico, não conseguem expandir suas capacidades. Surge então a armadilha da pobreza. A topologia tecnológica ancora os países pobres na periferia!

É possível medir a distância tecnológica entre um produto e outro? Países pobres estão longe do “core” das tecnologias de ponta

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