Varejo em forte alta no Brasil em janeiro

As vendas no varejo em fevereiro os EUA foram mais fracas do que o esperado, com um aumento de 0,6% em relação a janeiro, enquanto era esperado um aumento de 0,8%. Em todas as categorias de medidas do varejo, houve queda, e também houve uma revisão para baixo dos dados de vendas do varejo de janeiro, indicando uma economia americana mais fraca nesse setor no início do ano. Isso pode ser interpretado naquele esquema de “notícia ruim, boa notícia”, pois uma economia mais fraca pode significar cortes de juros. Por outro lado, o índice de preços ao produtor (PPI) também foi divulgado recentemente, mostrando um índice muito forte, o dobro do esperado. Era esperado 0,3%, mas veio 0,6% para fevereiro, indicando uma inflação importante no atacado americano. Cerca de 50% disso está ligado a preços de energia e combustíveis; a gasolina subiu muito nos Estados Unidos em janeiro e fevereiro, e o petróleo voltou para US$ 84 com uma alta importante. Isso se deve a questões de estoques de petróleo caindo nos Estados Unidos e ataques a refinarias na Rússia. A parte de energia pesou nos preços de atacado nos Estados Unidos, e o núcleo do índice de preço de atacado também veio acima do esperado, em 0,3%, enquanto se esperava 0,2%. São notícias mais complicadas para a inflação nos Estados Unidos. A expectativa de corte de juros em junho continua na mesa, mas é um dado ruim. O índice de preços ao consumidor (CPI) veio um pouco pior, quase em linha, mas o PPI veio significativamente pior. Também foram divulgados dados de seguro desemprego, com 209 mil pedidos, enquanto era esperado 218 mil, mostrando um mercado de trabalho um pouco mais forte. Os dados estão contraditórios: o varejo está em queda, desacelerando, o PPI está mais alto e o seguro desemprego mostra um mercado de trabalho robusto. Não acredito que isso mude o cenário de juros nos EUA, mas é algo para ficar de olho, especialmente o PPI. No Brasil, destaco as vendas no varejo de janeiro, que acabaram de ser anunciadas com um aumento muito forte de 2,5% em relação a dezembro. Esperava-se apenas 0,2%, o que foi um erro significativo nas previsões de mercado. Isso mostra um varejo brasileiro muito aquecido em janeiro, o que deve influenciar as decisões do Banco Central ao longo do ano. O varejo cresceu 4,1% em relação a janeiro do ano anterior, enquanto era esperado apenas 1,3%. Foi um resultado impressionante, que sugere que a economia brasileira está mais aquecida do que se imaginava no início deste ano, o que também é apoiado pelos dados de arrecadação robustos em janeiro. Isso aumenta as chances de um crescimento de 2% este ano.

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