Varejo em queda no Brasil

A bolsa brasileira teve um rali expressivo ontem, subindo 2,2% e atingindo os 130 mil pontos. A sessão atingiu a máxima, impulsionada principalmente pelo desempenho favorável das commodities, com o petróleo se aproximando de oitenta dólares e o minério de ferro se recuperando devido ao pacote de compras do governo chinês na bolsa, utilizando estatais, bancos públicos e fundos soberanos para estabilizar o mercado acionário chinês. Esse movimento positivo refletiu nas empresas ligadas a commodities, como Petrobras, Vale e siderúrgicas. Além disso, o lucro robusto divulgado pelo Itaú e BTG contribuiu para o desempenho positivo do setor bancário. Nos Estados Unidos, a taxa dos dez anos caiu ligeiramente de 4,15% para 4,09%, influenciando os juros futuros no Brasil. A valorização do real também foi observada, e as moedas emergentes tiveram um bom desempenho. A ata do Copom, divulgada no Brasil, não trouxe grandes surpresas, sinalizando a continuidade dos cortes de juros. O destaque desta manhã ficou por conta da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), que indicou uma queda de 1,3% em relação a novembro no varejo restrito. Essa é a terceira queda consecutiva, evidenciando uma desaceleração no setor varejista brasileiro. A alta anual ficou em 1,7%, um pouco abaixo das expectativas. No varejo ampliado, que inclui materiais de construção e vendas de veículos, houve uma queda de 1,1% em dezembro em relação a novembro. O cenário para o varejo terminou 2023 com desaceleração, e há incertezas quanto ao desempenho do PIB no quarto trimestre. Os dados de serviços foram um pouco melhores, o que pode indicar uma possível estabilização. O dia reservará a divulgação de dados importantes, como os pedidos de hipoteca no mercado imobiliário americano e, mais significativamente, a inflação na China, que está enfrentando um processo deflacionário. Os índices de Preços ao Produtor (PPI) e ao Consumidor (CPI) serão acompanhados de perto pelos mercados.

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